Dia Internacional da Mulher 8 de Março

Mulheres em defesa da vida, dos direitos, da democracia e pelo fim da violência

O tema igualdade de gênero tem sido abordado mundialmente já há algum tempo. A exemplo dessa imensa batalha que as mulheres e meninas enfrentam cotidianamente em busca de seus direitos, a ONU em 1995 adotou na 4a Conferência Mundial sobre Mulheres a plataforma de ação de Pequim, que é considerada como o roteiro mais progressista para o empoderamento de mulheres e meninas no mundo e que em 2020 comemora o seu 25º aniversário. Nota-se que apesar de todo o esforço empreendido na ampliação e manutenção de direitos na busca pela igualdade de gênero, o consenso atual é de que, independentemente dos progressos alcançados, as mudanças reais têm sido muito lentas para a maior parte das mulheres e meninas ao redor do mundo.

Segundo a ONU, hoje nenhum país pode afirmar que alcançou a igualdade de gênero. Inúmeros obstáculos permanecem inalterados na lei e na cultura desses países, dificultando as transformações necessárias à promoção da igualdade. Mulheres e meninas continuam desvalorizadas; trabalham mais; ganham menos; possuem menos opções; e experimentam múltiplas formas de violência, tanto no âmbito doméstico como nos espaços públicos.

Além da lentidão no avanço de direitos há uma significativa ameaça de retrocesso nos direitos duramente conquistados.

No Brasil, a exemplo, a redução no orçamento direcionado às políticas públicas para mulheres tem como consequência o aumento da violência, e os casos de feminicídio, assassinato de mulheres por violência doméstica ou por discriminação de gênero tem cada vez mais ocupado espaço na grande mídia, sem que ocorram medidas suficientes para inibir esses acontecimentos.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que a taxa total de homicídios no Brasil caiu 10% em 2018, mas o número de mulheres assassinadas pelo simples fato de serem mulheres ou por violência doméstica cresceu 4% no mesmo período, o que significa que uma mulher é morta a cada 8 horas no país. É importante ressaltar que para especialistas no tema como Isabela Guimarães Del Monde, da Rede Feminista de Juristas, o que houve foi um aumento da violência contra mulher e do feminicídio, e não apenas o aumento no número de denúncias feitas pelas mulheres.

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