A Ambiental MS Pantanal realizou, nesta quinta-feira (8/1), a primeira reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026–2027 com o Sindágua-MS. O encontro, realizado às 10h na sede da empresa, marcou a abertura formal da mesa de negociação entre as partes.
Participaram pela empresa Priscila Aparecida Garutti (gerente de Relações Trabalhistas), Demétrio Pinho e Isabela Pauletti (especialistas em Relações Trabalhistas e Sindicais) e Raphaela Bertolose Silva (coordenação de Recursos Humanos). Pelo sindicato estiveram presentes a diretora Financeira, Controle e Patrimônio, Vera Fátima Godoy, o diretor social Pedro Marcos Yuli, e o diretor de Segurança e Medicina do Trabalho José Carlos Tapparo.
Embora a empresa tenha confirmado a abertura da mesa, não houve apresentação de proposta nesta primeira rodada. Conforme registrado em ata, a Ambiental MS Pantanal afirmou que somente apresentará proposta mediante garantia de que será submetida à apreciação dos trabalhadores. As partes acordaram nova reunião para esta sexta-feira (9/1), às 10h30, para apresentação formal dos itens econômicos e sociais.
Sindicato questiona diferenciação entre trabalhadores do mesmo grupo econômico
Durante o encontro, o sindicato voltou a defender que os trabalhadores da Ambiental MS Pantanal devem receber tratamento isonômico em relação aos empregados da Águas Guariroba, também controlada pela holding AEGEA.
Ambas operam sob concessões públicas no Estado — a Águas Guariroba atuando na água e esgotamento sanitário em Campo Grande; e a Ambiental MS Pantanal na concessão administrativa dos serviços de esgoto em 68 municípios. Para o sindicato, a tentativa da empresa de caracterizar as unidades como estruturas distintas e não comparáveis ignora a realidade operacional.
Além das atividades estarem inseridas na mesma cadeia de prestação de serviços públicos essenciais, o sindicato observa que até a equipe de negociadores é a mesma para as duas empresas, o que reforça que ambas integram o mesmo grupo econômico.
“Alegar que se trata de empresas diferentes para negar isonomia não se sustenta. O corpo diretivo é o mesmo, a estrutura operacional é a mesma e os negociadores são os mesmos. Trata-se de uma única holding operando sob vários CNPJs”, como vem apontando repetidamente o presidente do Sindágua-MS, Lázaro Godoy Neto.
Mediação no MTE e acompanhamento das negociações
O Sindágua-MS informou que já está solicitando mediação junto ao Ministério do Trabalho e Emprego com o objetivo de garantir tratamento isonômico entre trabalhadores vinculados ao mesmo grupo econômico, princípio previsto na Constituição Federal.
“Não vamos aceitar que trabalhadores da mesma empresa-mãe recebam salários e benefícios distintos. A isonomia é um direito, não uma concessão”, afirma Lázaro. O presidente, que está em período de férias e acompanha a negociação à distância por meio da diretoria presente em mesa.
O sindicato destacou ainda que qualquer proposta que viole o princípio da isonomia será recusada e não será sequer submetida à votação.
Próxima rodada
A segunda rodada está marcada para esta sexta-feira (9/1), quando a empresa deverá apresentar oficialmente sua proposta de ACT.
O Sindágua-MS seguirá informando os trabalhadores ao longo das negociações.
Assessoria de Comunicação – Sindágua-MS