A Ambiental MS Pantanal apresentou, nesta sexta-feira (9/1), a contraproposta final para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026–2027. A reunião, realizada às 10h30 na sede da empresa, deu continuidade à mesa aberta no dia anterior e marcou o encerramento das negociações diretas entre empresa e sindicato.
Conforme registrado em ata, a empresa apresentou a seguinte composição econômica:
— acordo coletivo por 2 anos;
— reajuste de 8% para o piso salarial, atingindo R$ 1.661,00, e demais salários com reajuste pelo INPC;
— reajuste do VA/VR em 7,5% a cada tombo, chegando a R$ 886,88 em janeiro/26, R$ 953,40 em junho/26 e R$ 1.024,90 em janeiro/27;
— reajuste do auxílio-creche pelo INPC;
— reajuste do auxílio-natalidade em 35% (R$ 388,46);
— reajuste do auxílio dependente especial em 25% (R$ 503,63);
— abono natalino de R$ 250,00 em dezembro/26;
— aplicação do INPC para demais benefícios em janeiro/27.
Proposta irá à votação em 19 janeiro
O Sindágua-MS confirma que a contraproposta final será submetida à votação dos trabalhadores no próximo dia 19 de janeiro e que já protocolou no Ministério do Trabalho e Emprego o pedido de suspensão da mediação aberta para o ACT, uma vez que a contraproposta final será submetida à votação da categoria.
Segundo o presidente do Sindágua-MS, Lázaro Godoy Neto, a decisão se deu porque a proposta se aproxima da pauta defendida pelo sindicato, embora ainda haja pontos sensíveis que exigem atenção. O presidente do sindicato, que está em período de férias e acompanha a negociação à distância por meio da diretoria presente em mesa.
Participaram das negociações, nesta sexta-feira (9/1), pela empresa Priscila Aparecida Garutti (gerente de Relações Trabalhistas), Demétrio Pinho e Isabela Ayub Pauletti (especialistas de Relações Trabalhistas e Sindicais) e Raphaela Bertolose Silva (coordenação de RH). Pelo Sindágua-MS estiveram presentes a diretora Financeira, Controle e Patrimônio, Vera Fátima Godoy, o diretor Social, Pedro Marcos Yule, e o diretor de Segurança e Medicina do Trabalho, José Carlos Tapparo.
Sindicato seguirá cobrando isonomia e solicitará fiscalização do MTE
Durante a negociação, o sindicato voltou a questionar a tentativa da AEGEA de caracterizar Águas Guariroba e Ambiental MS Pantanal como unidades distintas para fins de ACT, o que, na prática, resultaria em tratamentos salariais diferentes entre empregados do mesmo grupo econômico.
Além dessa crítica, o sindicato informou que, diante de reclamações formais recebidas sobre sistemas de esgotamento em estado precário, solicitará fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“Considerando que a empresa insiste em afirmar que as atividades da Ambiental MS Pantanal são distintas das da Águas Guariroba e diante das diversas reclamações que recebemos, vamos solicitar fiscalização do MTE em alguns sistemas que se encontram em situação caótica na sua Operação e Manutenção”, afirma Lázaro Godoy Neto.
Assessoria de Comunicação – Sindágua-MS