Dia do Trabalho

Estaremos festejando nesta terça, mais um dia dedicado ao trabalho, quando todas as categorias assalariadas dedicam homenagens aos que, de uma ou outra maneira, fazem o País caminhar rumo ao futuro no objetivo do encontro de melhores dias.
O Dia do Trabalho, lembramos, era muito utilizado pela área política, especialmente, para expressar a rivalidade entre capital e trabalho; marcado por manifestações reivindicatórias e, em algumas vezes, hostis. Os tempos mudaram e, com ele, leis e conceitos, trazendo a certeza de que somente o diálogo, com bom senso, pode trazer luz. Patrões e empregados caminhando juntos, no pensamento de que um será, sempre, o complemento do outro, pois não existirá trabalho sem capital e vice-versa.

Dizer-se que o trabalhador, mais uma vez, nada terá a comemorar neste dia, acreditamos, seria incorreto. Sempre existe uma luta permanente de reivindicações por parte daquele que oferece a força dos seus músculos e do seu cérebro, para que esse esforço seja melhor recompensado, oferecendo na troca, melhores condições de conforto para si e sua família, mas, não menos verdade que, também, o capital mostra-se, embora ainda com resistências localizadas, aberto ao diálogo, na disposição de um trabalho unido e harmônico, em busca da paz permanente e na conscientização de que o trabalhador insatisfeito produzirá menos.

O Brasil mostra clima desenvolvimentista positivo porque existe, paralelamente, a certeza de entre patrões e empregados o entendimento é possível, quando as rodadas de negociações indicam equilíbrio, com dados positivos para ambos os lados.

Podemos viver o primeiro de maio, com a consciência de que ainda haverá um longo caminho a ser percorrido para que seja alcançado o patamar ideal para as duas partes, mas, também, com a tranquilidade de que, somente, a força da voz e do argumento levará a humanidade a esse patamar desejado. Muitas conquistas já foram feitas, especialmente, na área social e muitas outras continuam na esfera das negociações.

Deve, necessariamente, haver a união dos trabalhadores em torno de suas entidades de classe, como dispositivo forte de conduzir a busca do entendimento, enquanto cabe ao capital, a boa vontade na abertura de canais capazes de levar essa busca a bom termo. Só assim a tranquilidade de que estaremos trilhando o bom caminho, num estado democrático de chegar ao topo da escada de braços abertos para uma convivência pacífica.

As maiores dificuldades, nessa convivência pacífica, ainda está na inconsciência do governo para oferecer melhores condições de vida aos aposentados, que continuam recebendo um benefício muito aquém do merecido, na recompensa por tudo que deram em favor do Brasil, mas, também, ai a esperança de que os políticos, um dia olharão para aqueles que chegaram à aposentadoria por merecimento e, como tal, devem receber o necessário para a subsistência, sem necessidade de continuar no sacrifício de um trabalho, em grande parte, na economia informal, para a complementação de renda.

Por Moacir Rodrigues
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