URBANITÁRIOS DEBATEM COMO ENFRENTAR DESAFIOS NO SANEAMENTO

Os Dirigentes dos sindicatos filiados a Federação Nacional dos Urbanitários reunidos nos dias 10 e 11 de dezembro na sede da entidade, no Rio de Janeiro, debateram temas estratégicos para os (as) trabalhadores (as), com destaque especial para a MP 579 e a Parceria Público-Privada (PPP) no saneamento. A deliberação deste encontro foi muito enfática:

 

Os (as) trabalhadores (as) são contrários a pagarem pelas consequencias da MP 579, pois a medida resultará na demissão em massa de (a) trabalhadores (as) do setor elétrico, tanto das empresas estatais com nas empresas privadas.  Sem falar no aprofundamento das terceirizações, a retirada de direitos históricos conquistados pelos sindicatos com muita luta e a precarização dos serviços para a população, com riscos a soberania energética brasileira.

No que tange a PPP no saneamento os dirigentes sindicais mostraram muita preocupação com a política de estado que avança pelo país, com apoio do Governo Federal. A PPP no saneamento nada mais é do que a privatização da água e dos serviços essenciais para a sociedade, portanto, a FNU e os sindicatos se opõem radicalmente contra a sua implantação. Exemplos negativos no mundo, como França e Bolívia, não deixaram dúvidas que a mercantilização da água é um crime contra a população. Assim sendo, a mobilização que já existia com a campanha Água para o Brasil, será reforçada em todo país. A avaliação dos sindicatos é que será fundamental fazer ações antecipadas nos municípios trazendo novos parceiros para essa luta: igreja, lideranças comunitárias, vereadores. Ou seja, envolver todos na discussão, mostrando os riscos que representa entregar a água para empresas que somente visam o lucro e não o bem estar da população.

O movimento sindical urbanitário não tem mais ilusões de que o governo que ajudou a eleger fez a opção pelo modelo privado de investimento, agora se consolidando no setor de saneamento em vários estados através da PPP. Portanto, o setor privado está com todas as condições dadas para dar prosseguimento a suas ações, que sempre visam investir com risco zero e ganhando sempre as concessões em áreas onde possa ter lucros garantidos de fato.  Para barrar a entrega do controle da água aos grupos privados será necessária uma luta não somente dos (as) trabalhadores (as) do setor, mas também de toda a sociedade.

Os (as) dirigentes (as) presentes colocaram suas preocupações com os rumos do governo. Segundo o presidente da FNU, Franklin Moreira, é preciso reavaliar a posição do movimento sindical urbanitário e adotar um posicionamento crítico em relação ao governo Dilma. “Não existe dúvida que todas as portas foram fechadas para o diálogo. Este ano as negociações do ACT mostraram que da parte do Governo não existia o interesse em negociar ou ao menos debater com as entidades sindicais. O que percebemos foi à orientação para o enfrentamento com o movimento sindical e foi assim que o processo aconteceu. Com relação ao posicionamento a MP 579 não houve nem a boa vontade de considerar nossas propostas para o texto, apesar de termos participado de várias audiências públicas”, alertou.

A FNU desde o inicio apoiou a renovação das concessões por acreditar que este era o caminho para fortalecer as empresas de energia, porém, diante de uma MP que retira direitos dos (as) trabalhadores, enfraquece sobremaneira as empresas estratégicas para o desenvolvimento nacional, retirando sua capacidade de investimento, a posição dos trabalhadores é de repúdio ao texto atual dessa medida provisória. Os (as) trabalhadores (as) não ficarão de braços cruzados, farão em todos os fóruns e nas ruas o enfrentamento com o Governo, denunciando a sociedade esse crime de lesa pátria que repete na essência as atitudes privatistas de governos anteriores.

Os especuladores internacionais e nacionais agora atuam para lucrar com água e a energia, através das ações na bolsa, para impedir que tenham êxito será preciso envolver todos os atores sociais: trabalhadores, sociedade, acadêmicos, pesquisadores e os movimentos sociais. Somente com esse esforço concentrado será possível salvar as empresas de água e energia, dando as condições necessárias para o seu fortalecimento e desenvolvimento.

Fonte: FNU

http://iurbanas.hospedagemdesites.ws/fnu-e-dirigentes-sindicais-reafirmam-disposicao-de-enfrentamento-contra-as-consequencias-da-mp-579-e-a-ppp-no-saneamento/

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